sábado, 9 de abril de 2011
Hitler e livros \w/
sábado, 22 de janeiro de 2011
Abstinência antes do casamento melhora vida sexual, diz estudo
Abstinência antes do casamento melhora vida sexual, diz estudo
Pesquisa de universidade ouviu duas mil pessoas.
Casais que esperam para ter relações sexuais depois do casamento acabam tendo relacionamentos mais estáveis e felizes, além de uma vida sexual mais satisfatória, segundo um estudo publicado pela revista científica Journal of Family Psychology, da Associação Americana de Psicologia.
Pessoas que praticaram abstinência até a noite do casamento deram notas 22% mais altas para a estabilidade do relacionamento. As notas para a satisfação com o relacionamento foram 20% mais altas entre casais que esperaram, assim como as questões sobre qualidade da vida sexual (15% mais altas) e comunicação entre os cônjuges (12% maiores).
Para os casais que ficaram no meio do caminho - tiveram relações sexuais após mais tempo de relacionamento, mas antes do casamento - os benefícios foram cerca de metade daqueles observados nos casais que escolheram a castidade até a noite de núpcias.
Mais de duas mil pessoas participaram da pesquisa, preenchendo um questionário de avaliação de casamento online chamado RELATE, que incluía a pergunta 'Quando você se tornou sexualmente ativo neste relacionamento?'.
Apesar de o estudo ter sido feito pela Universidade Brigham Young, financiada pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, também conhecida como Igreja Mórmon, o pesquisador Dean Busby diz ter controlado a influência do envolvimento religioso na análise do material.
"Independentemente da religiosidade, esperar (para ter relações sexuais) ajuda na formação de melhores processos de comunicação e isso ajuda a melhorar a estabilidade e a satisfação no relacionamento no longo prazo', diz ele. "Há muito mais num relacionamento que sexo, mas descobrimos que aqueles que esperaram mais são mais satisfeitos com o aspecto sexual de seu relacionamento."
O sociólogo Mark Regnerus, da Universidade do Texas, autor do livro Premarital Sex in America, acredita que sexo cedo demais pode realmente atrapalhar o relacionamento. "Casais que chegam à lua de mel cedo demais - isso é, priorizam o sexo logo no início do relacionamento - frequentemente acabam em relacionamentos mal desenvolvidos em aspectos que tornam as relações estáveis e os cônjuges honestos e confiáveis."
Notícias Cristãs com informações da BBC Brasil/G1
domingo, 16 de janeiro de 2011
Protestante geneticista dirigirá Academia de Ciências do Vaticano.
O Papa Bento XVI nomeou um não católico, o Prêmio Nobel Werner Arber, um protestante suíço, como novo presidente da Academia pontifical de Ciências, anunciou neste sábado a Santa Sé em comunicado. Trata-se de uma inovação na história da instituição, fundada em 1603, segundo a agência de informações religiosas I.Media.
Arber, 81 anos, geneticista e especialista em biologia molecular, sucede ao italiano Nicola Cabibbo, falecido em agosto passado. O cientista suíço, mestre no Biozentrum da Universidade de Bâle obteve o Prêmio Nobel de Medicina em 1978 pela descoberta da enzima de restrição - um mecanismo de defesa das bactérias ante a agentes infecciosos - junto com os americanos Hamilton O. Smith e Daniel Nathans. É membro da Academia pontifical desde maio de 1981 e participa de seu conselho de direção. Nos anos 1960, Arber também descobriu enzimas que permitem cortar o DNA, suporte do código genético, em locais precisos e em partes menores, tais como verdadeiras "tesouras moleculares".
Trinta cientistas que receberam o Nobel fazem parte da Academia pontifical de Ciências, herdeira da Academia de Lyunx, fundada pelo príncipe mecenas Federico Cesi, promotor do telescópio de Galileu. A instituição se interessa pela pesquisa científica fundamental e por problemas da ética, principalmente nas questões ambientais. Os 80 cientistas que a compõe são todos nomeados pelo papa.
Notícias Cristãs com informações do Terra
domingo, 6 de junho de 2010
A Bíblia é mais antiga que dizem
Uma peça de barro com inscrições está na origem da nova teoria. O Prof. Gershon Galil conseguiu decifrar as inscrições, demonstrando que são uma forma muito primitiva de hebraico, o que em si mesmo constitui uma surpresa uma vez que se pensava que o hebraico escrito só tinha sido desenvolvido mais tarde.
O conteúdo, segundo Galil, “diz respeito a escravos, viúvas e órfãos”, e é típico de textos bíblicos, reflectindo ideias que eram completamente desconhecidas nas culturas circundantes, o que reforça a ideia de que terá sido inspirado pelo texto bíblico.
Até agora defendia-se que a bíblia não podia ter sido escrita antes do século VI a.C. porque só nessa altura é que surgiu o hebraico escrito, mas esta descoberta coloca em dúvida essa teoria.
O académico adianta que a descoberta foi feita numa pequena comunidade, pelo que se existiam escribas nessa zona é natural que a escrita já tivesse suficientemente desenvolvida para lidar com textos complexos como a Bíblia.
Renascença/Notícias Cristãs
Segundo um comunicado da universidade, o arqueólogo israelense Gershon Galil conseguiu provar que a inscrição, feita a tinta em um fragmento de cerâmica, datado do reinado de David, é o mais antigo texto hebraico já descoberto.
O fragmento de 15 por 16,5 centímetros foi encontrado há um ano e meio, em escavações coordenadas por otro arqueólogo, Yosef Garfinkel, no sítio de Khirbet Qeyfa, perto do vale de Elah, na região de Jerusalém.
A inscrição fala sobre o tratamento dedicado aos pobres, escravos, estrangeiros, viúvas e órfãos, explica o comunicado.
As palavras utilizadas são especificamente hebraicas e os conceitos aos que se referem estão relacionados à Bíblia.
AFP/Notícias Cristãs
Arca de Noé encontrada na Turquia
Grupo de chineses e turcos teria localizado vestígios da mítica embarcação no Monte Ararat.
Um grupo de arqueólogos chineses e turcos afirmam ter localizado a bíblica Arca de Noé no topo do Monte Ararat, na Turquia, segundo informa nesta terça-feira, 27, a imprensa local.
Um dos membros do grupo, o documentarista chinês Yang Ving disse que foi localizada uma estrutura de madeira antiga a uma altitude de 4 mil metros no Ararat, que está localizado próximo à fronteira com o Irã.
O explorador, membro de uma organização internacional dedicada à busca da mítica embarcação em que Noé e sua família escaparam do dilúvio, afirmou que os vestígios encontrados datam de 4.800 anos atrás.
"Não é 100% seguro que seja a Arca, mas avaliamos que é 99,9%. A estrutura do barco tem muitos compartimentos e isso pode representar os espaços onde os animais foram acomodados", disse Ving em declarações à agência de notícias turca Anadolu.
O especialista também informou que o grupo entrou em contato com o governo da Turquia para pedir proteção ao local onde será feita as escavações e adiantou que solicitará à Unesco que inclua essa região na lista de patrimônios da humanidade.
Não é a primeira vez que um grupo de arqueólogos afirma ter encontrado a Arca de Noé no Monte Ararat, o mais alto da Turquia, onde a Bíblia narra que Noé desembarcou após as águas baixarem depois do Dilúvio.
EFE/Reuters/Notícias Cristãs
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Fim da Religião ?!?
DN/Notícias Cristãs
sábado, 22 de agosto de 2009
Pesquisadores mediram condutividade no interior do planeta e concluíram que a presença de água é possível.Estudos medindo a eletrocondutividade no interior do planeta indicam que talvez haja imensos oceanos sob a superfície da Terra. A água é um condutor extremamente eficiente de eletricidade.Por isso, cientistas da Oregon State University, nos Estados Unidos, acreditam que altos níveis de condutividade elétrica em partes do manto terrestre - região espessa situada entre a crosta terrestre e o núcleo - poderiam ser um indício da presença de água.Os pesquisadores criaram o primeiro mapa global tridimensional de condutividade elétrica do manto. Os resultados do estudo foram publicados nesta semana na revista científica "Nature". As áreas de alta condutividade coincidem com zonas de subducção, regiões onde as placas tectônicas - blocos rígidos que compõem a superfície da Terra - entram em contato e uma, geralmente a mais densa, afunda sob a outra em direção ao manto.Geólogos acreditam que as zonas de subducção sejam mais frias do que outras áreas do manto e, portanto, deveriam apresentar menor condutividade."Nosso estudo claramente mostra uma associação próxima entre zonas de subducção e alta condutividade. A explicação mais simples seria (a presença de) água", disse o geólogo Adam Schultz, coautor do estudo.Mistério geológicoApesar dos avanços tecnológicos, especialistas não sabem ao certo quanta água existe sob o fundo do mar e quanto dessa água chega ao manto."Na verdade, não sabemos realmente quanta água existe na Terra", disse um outro especialista envolvido no estudo, o oceanógrafo Gary Egbert. "Existem alguns indícios de que haveria muitas vezes mais água sob o fundo do mar do que em todos os oceanos do mundo combinados."Segundo o pesquisador, o novo estudo pode ajudar a esclarecer essas questões.A presença de água no interior da Terra teria muitas possíveis implicações. A água interage com minerais de formas diferentes em profundidades diferentes. Pequenas quantidades de água podem mudar as propriedades físicas das rochas, alterar a viscosidade de materiais presentes no manto, auxiliar na formação de colunas de rocha quente e, finalmente, afetar o que acontece na superfície do planeta.Se a condutividade revelada pelo estudo for mesmo resultado da presença de água, o próximo passo seria explicar como ela chegou lá. "Se a água não estiver sendo empurrada para baixo pelas placas, seria ela primordial? (Estaria) lá embaixo há bilhões de anos?", pergunta Schultz."E se foi levada para baixo à medida que as placas lentamente afundam, seria isso um indício de que o planeta já foi muito mais cheio de água em tempos longínquos? Essas são questões fascinantes para as quais ainda não temos respostas".Os cientistas esperam, no futuro, poder dizer quanta água estaria presente no manto, presa entre as rochas.Este estudo teve o apoio da Nasa, a agência espacial americana.G1/NC
Nota Pessoal: Será que a Bíblia poderia responder? Vejam a história do dilúvio: Livro de Gênesis, Capítulo 7.11, 12 (No ano seiscentos da vida de Noé, no mês segundo, aos dezessete dias do mês, naquele mesmo dia se romperam todas as fontes do grande abismo, e as janelas dos céus se abriram, e houve chuva sobre a terra quarenta dias e quarenta noites.)
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Deus é "pop"
Como os jovens brasileiros – que estão entre os mais religiosos do mundo – expressam sua fé em novos ritos, novas igrejas e até na internet.
Com mais de 20 tatuagens estampadas no corpo, dois piercings no nariz e um alargador de orelha, a paulistana Fernanda Soares Mariana, de 19 anos, parece estar montada para um show de rock. Apenas a Bíblia que ela carrega nos braços sugere outro destino. E Fernanda, a despeito do visual, está pronta mesmo é para encontrar Jesus. “A igreja não pode julgar. Ela tem de estar lá para transformar sua vida, e não sua aparência”, afirma. A igreja que Fernanda escolheu não a julga pelo figurino. Numa noite de domingo, no templo da Bola de Neve Church do Rio de Janeiro, o que se vê são fiéis vestindo bermudas e camisetas com estampas de surfe. Boa parte exibe tatuagens como as de Fernanda. No altar, uma banda toca música gospel, enquanto a vocalista grita o refrão “Jesus é meu Senhor, sem Ele nada sou”. Na plateia, cerca de 300 pessoas acompanham o show em catarse, balançando fervorosamente ao som da música. A diaconisa Julia Braz, de 18 anos, sobe ao palco de cabelo escovado e roupa fashion. Põe a Bíblia sobre uma prancha de surfe no púlpito e anuncia: “O evangelismo tá bombando!”. Amém. Cultos voltados para os jovens, como a igreja da Bola de Neve, revelam um fenômeno: mostram que o jovem brasileiro busca formas inovadoras de expressar sua religiosidade.
Em 1882, o filósofo alemão Friedrich Nietzsche assinou a certidão de óbito divina com a célebre afirmativa: “Deus está morto”. Para ele, os homens não precisariam mais viver a ilusão do sobrenatural. Nietzsche não foi o único. O anacronismo da fé religiosa era uma premissa do socialismo. “A religião é o ópio do povo” está entre as frases mais conhecidas de Karl Marx. Para Sigmund Freud, a necessidade que o homem tem de religião decorreria de incapacidade de conceber um mundo sem pais – daí a invenção de um Deus. A influência de Marx e de Freud no pensamento do século XX afastou gerações de jovens da fé. Mas a derrocada do socialismo e as críticas à psicanálise freudiana parecem ter deixado espaço para a religiosidade se manifestar, sobretudo entre os jovens. “Aquilo que muitos acreditavam que destruiria a religião – a tecnologia, a ciência, a democracia, a razão e os mercados –, tudo isso está se combinando para fazê-la ficar mais forte”, escreveram John Micklethwait e Adrian Wooldridge, ambos jornalistas da revista britânica The Economist, no livro God is back. Para os jovens, como diz o título do livro, Deus está de volta. Ou, nas palavras da diaconisa Julia, “está bombando”.
Uma pesquisa feita por um instituto alemão mostra que 95% dos brasileiros entre 18 e 29 anos se dizem religiosos e 65% afirmam ser “profundamente religiosos”Uma pesquisa inédita do instituto alemão Bertelsmann Stifung, realizada em 21 países, revela que esse renascimento da religião está mais presente no Brasil que na maioria dos países. O estudo mostra que o jovem brasileiro é o terceiro mais religioso do mundo, atrás apenas dos nigerianos e dos guatemaltecos. Segundo a pesquisa, 95% dos brasileiros entre 18 e 29 anos se dizem religiosos e 65% afirmam que são “profundamente religiosos”. Noventa por cento afirmam acreditar em Deus. Milhões de jovens recorrem à internet para resolver seus problemas espirituais. Na rede de computadores, a diversidade de crenças se propaga como vírus. “Na minha geração só sabia o que era budismo quem viajava para o exterior”, diz a antropóloga Regina Novaes, da Universidade de São Paulo e ex-presidente do Conselho Nacional de Juventude. “Hoje, com a internet, o jovem conversa com todo o mundo e conhece novas religiões. A internet virou um templo.” Mais talvez do que isso, ela se converteu no veículo ideal de uma religião contemporânea e desregulada, que pode ser exercida coletivamente sem sair de casa e sem submeter-se a qualquer disciplina.
Época/Notícias Cristãs
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Até 2045 computador será mais inteligente que ser humano, diz profeta.
Terra/Noticias Cristãs
terça-feira, 21 de abril de 2009
Páscoa..
Pequena história do coelho, do ovo e das tradições de Páscoa
Uma pequena história das tradições de Páscoa, que vem sendo celebrada há 1.684 anos. Na Alemanha, pesquisas indicam que 20% da população desconhece as verdadeiras origens da festa.Há séculos, famílias de diversas partes do mundo celebram a maior festa do Cristianismo de maneira parecida. No sábado, com a missa da Vigília Pascal seguida da queima simbólica do Judas e, no domingo, através da missa de Páscoa e da busca por ovos coloridos no jardim.No entanto, já nem todo mundo sabe por que se celebra a Páscoa. Na Alemanha, pesquisas indicam que 20% das pessoas desconhecem as origens da festa. E a figura do coelho da Páscoa não exatamente ajuda, já que ele nada tem a ver com a ressurreição de Cristo. A culpa disso é justo dos protestantes, concluiu em diversos estudos o pesquisador de costumes Alois Döring, de Bonn.
Coelhos de chocolate, um dos símbolos mais conhecidos desta época do ano, o coelho foi uma invenção protestante. "Crianças católicas sabiam que na Páscoa poderiam voltar a comer ovos, que durante a Quaresma eram proibidos. Mas como explicar às crianças protestantes por que, de repente, havia tantos ovos na Páscoa?", explica Döring.Foi por isso que os protestantes criaram as histórias do coelho que distribuía, de casa em casa, os ovos acumulados durante o período. Além disso, o coelho era um símbolo da fertilidade – o que aliás não explicava como o animal, na condição de mamífero, tinha tantos ovos.Os protestantes não se preocuparam muito com a Biologia, mas, sim, com os costumes católicos como o de fazer os fiéis rirem durante as missas de Páscoa. Enquanto protestantes celebravam a ressurreição de Cristo no domingo de Páscoa com muita seriedade e silêncio, em muitas igrejas católicas procurava-se comemorá-la de forma festiva.Durante o período barroco, era comum até que padres católicos contassem anedotas aos fiéis. E o púlpito, muitas vezes, era transformado em ateliê. "De muitos sermões, pode-se até tirar belas passagens sobre a pintura e a decoração de ovos de Páscoa, que nos séculos 17 e 18 eram comuns. Ou foram se tornando comuns", conta Döring.
Contra os ovos em si, os protestantes não tinham nada. Eles sempre foram tidos como símbolo de vida nova e, assim sendo, da ressurreição de Jesus Cristo. A tradição de pintar, decorar e presentear os ovos já existia desde os primórdios do Cristianismo."Antigamente, era comum pintar os ovos apenas de vermelho, para simbolizar tanto a cor do sangue de Cristo quanto a do amor que ele nutria pela humanidade. Isso ainda é assim na Igreja Ortodoxa", conta Döring. "E a decoração servia para distinguir os ovos bentos dos não bentos durante a Páscoa." Com o passar do tempo, diversos outros costumes foram criados em torno do ovo, como por exemplo, a brincadeira de escondê-los. Segundo Döring, estes continuarão existindo. Afinal de contas, já estão definidos os feriados de Páscoa para os próximos séculos. "O famoso matemático [Johann Friedrich Carl] Gauss desenvolveu uma fórmula para calcular a data da Páscoa nos próximos dois mil anos. Quem souber como usá-la, pode saber em que dia cairá a Páscoa no ano de 3575."Mas muitos nem querem saber disso. O importante é que a Páscoa vem sendo celebrada há 1.684 anos no primeiro dia de lua cheia depois do início da primavera europeia, isto é, entre os dias 22 de março e 25 de abril. Ou seja, quando os coelhos voltam a saltitar pelos campos.
Fonte: DW
quinta-feira, 26 de março de 2009
Maria provavelmente teve outros filhos além de Jesus, dizem historiadores
Evangelhos mencionam quatro irmãos e ao menos duas irmãs de Cristo. Interpretação de que eles seriam só primos prevaleceu no Ocidente.
A Virgem e o Menino Jesus, em arte grega ortodoxa do século XVI A lista "Tiago, José, Judas e Simão" lhe diz alguma coisa? Uma dica: não são nomes de apóstolos. Na verdade, de acordo com o Evangelho de Marcos, estes seriam os irmãos de Jesus, que são citados ao lado de pelo menos duas irmãs de Cristo (cujos nomes não aparecem). Os católicos e ortodoxos normalmente interpretam o trecho como uma referência a primos ou parentes mais distantes do mestre de Nazaré, mas o mais provável é que essa visão seja incorreta. A maior parte dos (poucos) indícios históricos indica que Maria e José realmente tiveram filhos depois do nascimento de Jesus.É claro que, sem nenhum acesso a registros familiares contemporâneos ou evidências arqueológicas diretas, a conclusão só pode envolver probabilidades, e não certezas. "Se a busca do 'Jesus histórico' já é difícil, a pesquisa dos 'parentes históricos de Jesus' é quase impossível", escreve o padre e historiador americano John P. Meier no primeiro volume de "Um Judeu Marginal", série de livros (ainda não terminada) sobre Jesus como figura histórica. Meier explica que, ao longo da tradição cristã, teólogos e comentaristas do texto bíblico se dividiram basicamente entre duas posições, batizadas com expressões em latim. A primeira é a chamada "virginitas ante partum" (virgindade antes do parto), segundo o qual Maria permaneceu virgem até o nascimento de Jesus, tendo filhos biológicos com seu marido José mais tarde. A segunda, "virginitas post partum" (virgindade após o parto), postula que Maria não teve outros filhos e até que seu estado de virgem teria sido milagrosamente restaurado após o único parto.A "virginitas post partum" foi, durante muito tempo, a posição defendida por quase todos os cristãos, diz o historiador -- até pelos protestantes, que hoje não se apegam a esse dogma. "Um fato surpreendente, e que muitos católicos e protestantes hoje em dia desconhecem, é que as grandes figuras da Reforma, como Martinho Lutero e Calvino, defendiam a virgindade perpétua de Maria", escreve ele. Já especialistas católicos modernos, como o alemão Rudolf Pesch, defendem que Maria provavelmente teve outros filhos sem que isso tenha levado a reprimendas diretas do Vaticano.
Jerônimo Diante das menções claras aos "irmãos e irmãs de Jesus" nos Evangelhos (que inclusive se mostram contrários à pregação dele, chegando mesmo a considerá-lo louco), como a interpretação da "virginitas post partum" prevaleceu?"Houve três formas de interpretar esses textos", afirma o americano Thomas Sheehan, estudioso do cristianismo primitivo e professor da Universidade Stanford. "Além de considerar essas pessoas como irmãos biológicos de Jesus, sabemos da posição de Epifânio, bispo do século IV para quem os irmãos eram de um casamento anterior de José. Mas a opinião que prevaleceu foi a de Jerônimo, que era um excelente filólogo [especialista no estudo comparativo de idiomas] e viveu na mesma época. Jerônimo dizia que a palavra grega 'adelphos', que nós traduzimos como 'irmão', era só uma versão de um termo aramaico que pode ter um significado mais amplo e que pode querer dizer, por exemplo, primo."
Jerônimo tinha razão num ponto: quando o Antigo Testamento foi traduzido do hebraico para o grego, a palavra "adelphos" realmente foi usada para representar o termo genérico "irmão" (empregado para parentes mais distantes no original). De fato, o hebraico, bem como o aramaico (língua falada pelos judeus do tempo de Jesus na terra de Israel), não tem uma palavra para "primo". O problema é que há um único caso comprovado de que a palavra hebraica "irmão" tenha tido o significado real de "primo". Essa única ocorrência está no Primeiro Livro das Crônicas -- e mesmo assim o contexto deixa claro que as pessoas em questão não são irmãs, mas primas.No entanto, o caso do Novo Testamento é diferente, argumenta Meier: não se trata de "grego de tradução", mas de textos originalmente escritos em grego, nos quais não havia motivo para usar um termo que poderia gerar confusão. O próprio Paulo, autor de várias cartas do Novo Testamento, chama Tiago, chefe da comunidade cristã de Jerusalém após a morte de Jesus, de "irmão do Senhor", ao escrever para fiéis de origem não-judaica (ou seja, que não sabiam hebraico ou aramaico). De quebra, a Carta aos Colossenses, atribuída a Paulo, usa até o termo grego "anepsios", que quer dizer "primo" de forma precisa.Reforçando esse argumento, o escritor judeu Flávio Josefo, ao relatar em grego a morte de Tiago, também o chama de "irmão de Jesus". E o contexto dos Evangelhos reforça a impressão de que se tratam de irmãos de sangue, argumenta Meier. Os irmãos e a mãe de Jesus são sempre citados em conjunto. Quando Maria e os parentes de Jesus tentam interromper uma pregação, ele chega a pronunciar a polêmica frase "Qualquer um que fizer a vontade do meu Pai celestial é meu irmão, minha irmã e minha mãe". Para Meier, a frase perderia muito de sua força se o significado real dela se referisse a "meu primo, minha prima e minha mãe".Para Geza Vermes, professor de estudos judaicos da Universidade de Oxford (Reino Unido), as próprias narrativas sobre o nascimento de Jesus dão apoio a tese de que Maria e José tiveram outros filhos mais tarde. No Evangelho de Mateus, afirma-se que José não "conheceu" (eufemismo para ter relações sexuais com alguém) sua mulher até que Jesus nascesse. Ainda de acordo com Vermes, em seu livro "Natividade", é importante notar o uso do verbo grego "synerchesthai", ou "coabitar", para falar da relação entre José e Maria. O verbo, quando empregado pelos autores do Novo Testamento, implica sempre relações sexuais entre homem e mulher, diz ele.
Fonte: G1
segunda-feira, 23 de março de 2009
Reino de Davi é real
Descoberta pode provar existência do reino de Davi
No vale de Elah, onde a Bíblia diz que Davi derrotou Golias, arqueólogos estão escavando uma cidade fortificada de três mil anos de idade que pode mudar as idéias quanto ao período no qual Davi reinou sobre os israelitas.
No verdejante vale de Elah, onde a Bíblia diz que Davi derrotou Golias, arqueólogos estão escavando uma cidade fortificada de três mil anos de idade que pode mudar as idéias quanto ao período no qual Davi reinou sobre os israelitas. Cinco linhas inscritas em cerâmica, localizadas no local, em Khirbet Qeiyafa, podem representar o mais antigo texto em hebraico já encontrado. Tais linhas poderão ter forte impacto sobre a história da alfabetização e do desenvolvimento do alfabeto.O sítio arqueológico de dois hectares, com fortificações, casas e um portão de entrada dotado de múltiplas câmaras, também será uma arma no debate controverso e muitas vezes politizado que tenta determinar se o rei Davi e sua capital, Jerusalém, representavam um reino importante ou uma tribo menor. Esta questão divide não só os acadêmicos, mas também aqueles que procuram defender ou contestar a legitimidade do sionismo.Somente uma parcela muito pequena do local foi escavada, e nenhum dos resultados foi publicado ou examinado inteiramente. Mas a escavação, conduzida por Yosef Garfinkel da Universidade Hebraica de Jerusalém, já está causando interesse entre seus colegas e entusiasmo daqueles que procuram usar a Bíblia como um guia para a história e a confirmação de sua fé.“Esse é um novo tipo de sítio que abre de repente uma janela para uma área sobre a qual tínhamos muito pouco conhecimento, e exige que repensemos o que aconteceu nesse período”, disse Aren Maeir, professor de arqueologia na Universidade Bar-Illan e diretor de uma importante escavação sobre os filisteus, perto do local. “Não é uma descoberta corriqueira”.O século 10 a.C. é o período mais controverso na arqueologia bíblica, porque foi então, de acordo com o Velho Testamento, que Davi uniu os reinos de Judá e Israel, abrindo caminho para que seu filho Salomão construísse seu grande templo e reinasse sobre uma vasta área do rio Nilo ao rio Eufrates.Para muitos judeus e cristãos, e mesmo para aqueles que não interpretam a escritura literalmente, a Bíblia é uma fonte histórica vital. E para o Estado de Israel, que se considera como uma recuperação do Estado criado por Davi, provas de que os relatos bíblicos procedem têm imenso valor simbólico. O site do Ministério do Exterior Israelense, por exemplo, apresenta o reino de Davi e de Salomão, junto com um mapa de seu território, como um fato histórico incontestável.Mas, de fato, o registro arqueológico desse reino é muito escasso, quase inexistente, e diversos estudiosos modernos argumentam que ele na verdade seria um mito criado séculos mais tarde. Uma grande potência, observam, deixaria sinais de cidades e de atividade, e teria sido mencionada pelas culturas vizinhas. Mas nada parecido surgiu na área, ao menos até agora.Garfinkel diz que tem em sua escavação algo que gerações de estudiosos têm procurado. No mês passado, ele fez duas apresentações informais a colegas arqueólogos e, no dia 6 deste mês, deu sua primeira palestra formal sobre o achado, em uma conferência em Jerusalém.O que ele descobriu até agora impressiona a muitos observadores. Dois caroços de azeitona queimados foram submetidos a testes de carbono-14 na Universidade de Oxford e foram datados de entre 1050 a.C. e 970 a.C., exatamente o período em que a maior parte das cronologias aponta para o reinado de Davi. Há outros dois caroços que serão testados.Um especialista em antigos idiomas semitas na Universidade Hebraica, Haggai Misgav, diz que a escrita na cerâmica, que usa carvão e gordura animal como tinta, foi feita com os caracteres conhecidos como proto-cananeus. O documento parece ser uma carta em hebraico, e sugere que a alfabetização na época talvez estivesse mais difundida do que se supõe. Tal descoberta pode ter um papel importante em disputas mais amplas sobre a Bíblia, já que, se outros exemplos de escrita forem localizados, isso sugeriria um meio pelo qual eventos poderiam ter sido registrados e transmitidos pelos séculos, no período anterior àquele em que a Bíblia provavelmente foi escrita.Outro motivo para que o local seja promissor é que ele esteve em uso por um período curto, talvez apenas 20 anos, e depois foi destruído - Garfinkel especula que em batalha com os filisteus -, e ficou abandonando por séculos, o que selou os achados com uma uniformidade semelhante à de Pompéia. A maioria dos sítios é composta por camadas de diferentes períodos, e é inevitável que haja combinação entre espécimes, tornando difícil datar precisamente os restos localizados.Ainda assim, está longe de estar claro que relação esse sítio tem ou não com o rei Davi e os israelitas. Garfinkel sugere que a escrita hebraica e a localização - uma colônia fortificada a cerca de dois dias de caminhada de Jerusalém - ajudam a sustentar a hipótese de que a capital era importante a ponto de requerer uma posição de defesa avançada como essa, especialmente porque ela ficaria entre a grande cidade filistina de Gath e Jerusalém.“A fortificação precisou de 200 mil toneladas de pedras e sua construção deve ter demorado 10 anos”, explicou Garfinkel. “Havia cerca de 500 pessoas em seu interior. O lugar em que estamos era a estrada principal para Jerusalém, um ponto estratégico importante para a defesa do reino de Jerusalém. Se eles construíram uma fortificação aqui, estamos falando de um verdadeiro reino, o que indica a presença de cidades urbanizadas e de uma autoridade centralizada no Judá do século 10 AC”.Mas outros estudiosos apontam que é cedo demais para extrair conclusões como essas. “O sítio certamente é importante, um dos pouquíssimos casos datados do século 10 em que se pode ver uma colônia fortificada em estilo típico dos métodos posteriormente empregados para a defesa de cidades israelitas e de Judá”, afirmou Amihai Mazar, professor de arqueologia na Universidade Hebraica. “A questão é determinar quem a fortificou, quem vivia nela, por que ela foi abandonada e de que maneira isso tudo se relaciona aos reinados de Davi e de Salomão”.Ilan Sharon, especialista em análises de rádio-carbono na Universidade Hebraica, disse que outro problema seria que “o trabalho ocorre muito perto dos limites da precisão na mensuração”, ao lidar com objetos como caroços de azeitona com idade de três mil anos. Ele acrescentou, em mensagem de e-mail, que “a expectativa é de que a medição esteja a 50 anos de distância da data correta mais ou menos dois terços do tempo, e que essa ordem de precisão seja de um século em 95% dos casos”. Dada a dificuldade que existe para provar que objetos encontrados nas imediações dos itens testados vêm da mesma época, “é fácil perceber que a situação é uma espécie de pesadelo para um estatístico”.Ou, para definir a questão de outra maneira, basear a compreensão de toda uma História em dois caroços de azeitona, ou mesmo quatro - é uma decisão arriscada. O que é necessário, ele afirma, são dezenas ou até mesmo centenas de amostras. Garfinkel não discute que isso é fato. E afirma que, com 96% de seu sítio ainda por escavar, espera que mais exemplos de escrita, mais caroços de azeitona e mais cerâmica sejam descobertos, o que serviria para aprofundar aquilo que ele já acredita ser uma descoberta revolucionária.
Cristianity Today
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Cosmólogo recebe prêmio defendendo existência de Deus
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| POLÔNIA (*) - Um padre e cosmólogo polonês que sustenta a possibilidade de comprovar matematicamente a existência de Deus é o vencedor do mais polpudo prêmio acadêmico do mundo. Retirado do site PORTAS ABERTAS | ||
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Entenda critérios usados por estudiosos para decidir o que vem de Jesus
Fatos constrangedores, revolucionários e múltiplas fontes são essenciais.
Pesquisadores tentam 'filtrar' lado teológico e fé presente nos Evangelhos.
O que leva um especialista a dizer que um dito ou um ato presente nos Evangelhos realmente foi proferido ou realizado pelo personagem histórico Jesus de Nazaré? Para muita gente, decisões sobre "historicidade" ou "não-historicidade" podem parecer arbitrárias ou simples chutes, mas as últimas décadas têm alcançado um refinamento e uma maior objetividade nos critérios da busca pelo Jesus histórico. Na série de livros "Um Judeu Marginal" (ainda em andamento), o historiador e padre americano John P. Meier enumera as principais ferramentas dessa busca. Conheça-as abaixo.
1)O critério do constrangimento
Também conhecido como "critério da contradição", ele se refere aos atos e ditos de Jesus potencialmente constrangedores para Jesus e/ou seus discípulos. O raciocínio é simples: a criatividade dos evangelistas, que elaboraram e ampliaram a tradição oral sobre a vida de Cristo, dificilmente dar-se-ia ao trabalho de inventar histórias embaraçosas sobre seu Mestre ressuscitado.
Para Meier, isso mostra que a composição dos Evangelhos não foi um vale-tudo: graças à presença de uma tradição oral oriunda de testemunhas oculares da vida de Jesus, ainda viva no tempo em que o Novo Testamento estava sendo escrito, os autores cristãos não se sentiam à vontade para simplesmente varrer os eventos constrangedores para debaixo do tapete. O máximo que faziam era dar uma interpretação teológica aceitável a essas circunstâncias que poderiam lançar dúvida sobre o papel de Jesus como Messias.
Exemplos de fatos aparentemente confirmados pelo critério do constrangimento são o batismo de Jesus pelas mãos de João Batista (se Cristo não tinha pecado, por que precisaria ser batizado?), a traição de Judas Iscariotes e frases de Jesus afirmando que "somente o Pai" sabia o momento do fim dos tempos (em ambos os casos, cria-se a dúvida sobre a onisciência do profeta galileu).
2)O critério da descontinuidade
Se um ensinamento ou ação de Jesus não casa com o que ensinava o antigo judaísmo nem com a pregação da Igreja primitiva, crescem as chances de que ele venha mesmo do Jesus histórico, argumentam os defensores desse critério.
Por meio dele, seria possível descobrir o que era "descontínuo" no ministério de Jesus, ou seja, onde ele rompia com seus predecessores judeus ou até entrava em conflito com seus seguidores cristãos. Alguns exemplos citados por Meier são a proibição de qualquer tipo de juramento, a defesa de que, uma vez casados, homem e mulher não podem se divorciar em hipótese nenhuma e a proibição do jejum (Cristo era criticado por judeus mais rigoristas por causa disso, sendo acusado de "comilão e beberrão").
Meier alerta que esse critério, se mal utilizado, corre o risco de trazer à tona apenas os ensinamentos periféricos de Jesus, e não necessariamente os mais importantes e essenciais.
3)O critério da múltipla confirmação de fontes
Sempre é bom lembrar que Jesus não tinha assessoria de imprensa nem porta-voz oficial. Sua vida e sua pregação foram registradas e relembradas por vários tipos de seguidores, com formação cultural, personalidade e até opiniões teológicas diferentes. Isso explica porque os Evangelhos canônicos (os "oficiais" do Novo Testamento) apresentam diferenças entre si, algumas de detalhe, outras mais marcantes. Se várias dessas fontes diferentes registram o mesmo dito ou ato, isso indica uma probabilidade maior de eles remontarem ao que o próprio Jesus fez e ensinou.
Para Meier, as principais fontes nos Evangelhos são o texto de Marcos (mais antigo e mais importante evangelista, para os especialistas), a tradição Q (fonte hipotética que parece estar por trás de relatos que coincidem em Mateus e Lucas, mas não em Marcos), tradições especiais M e L (exclusivas de Mateus e Lucas) e tradição joanina (do Evangelho de João).
É importante notar que o fato de uma mesma narrativa ocorrer em mais de um Evangelho não é garantia de satisfazer o critério da múltipla confirmação de fontes. As narrativas da paixão de Jesus em Mateus e Lucas, por exemplo, parecem ser basicamente uma expansão e reformulação da mesma fonte original, o Evangelho de Marcos. Um exemplo melhor é a proclamação do "Reino de Deus" por parte de Jesus -- presente em Marcos, Q, M, L, João e até nas cartas de São Paulo.
4)O critério da coerência
Trata-se de um critério importante, mas que só pode ser usado depois que uma quantidade razoável de dados sobre o Jesus histórico já foi estabelecida. Nesse caso, novas informações que parecem se adequar de forma coerente com o que se sabe têm alta probabilidade de serem verdadeiras.
5)O critério da Cruz
O Evangelho de Lucas, pela boca do profeta Simeão, chama Jesus de "um sinal que provocará contradição". Para Meier, o evangelista está certíssimo nesse ponto. "Um Jesus cujos atos e palavras não tivessem provocado antagonismo entre as pessoas, especialmente entre os poderosos, não é o Jesus histórico", escreve ele.
Segundo o especialista americano, um Jesus completamente inofensivo, que não criticasse o que via de errado na Judéia do século 1 a.C. nem propusesse algum tipo de mudança radical, jamais teria sido crucificado. Por isso, o critério da rejeição e e execução, ou o critério da Cruz, como é chamado, tende a aceitar como autênticos os fatos e ditos de Cristo que o tornariam malquisto pela elite da sociedade judaica e romana de seu tempo. Ao mesmo tempo, Meier alerta para o perigo de retratar o profeta como um revolucionário violento, coisa que ele não era.
G1
sábado, 23 de agosto de 2008
Revelações do arquivo secreto vaticano: templários não foram hereges
Ainda que tenham se corrompido, o processo foi manipulado pelo rei da França.
Os documentos originais do processo contra os templários, encontrados no Arquivo Secreto do Vaticano, demonstra que foram infundadas as acusações de heresia, ainda que constatem que eles viveram um processo de degradação, revelou «L’Osservatore Romano».
O jornal da Santa Sé publicou em 21 de agosto um artigo de Bárbara Frale, pesquisadora da Biblioteca Vaticana e autora de vários livros sobre o tema, no qual enfoca a ordem militar mais poderosa da Idade Média.
Em sua origem, os templários eram um grupo de voluntários que vivia no Santo Sepulcro, em Jerusalém, oferecendo suas capacidades como guerreiros para defender os peregrinos que viajavam para a Terra Santa.
Graças à mediação de São Bernardo de Claraval, o Papa Honório II aprovou a fundação da Ordem Templária no Concílio de Troyes de 1129.
«Em 50 anos, o Templo se converteu em uma espécie de rica multinacional ao serviço da cruzada», explica a autora.
Apresentando a falsa acusação de heresia, o rei da França, Felipe o Belo, a ponto de falir, buscou apropriar-se dos bens da ordem.
Para conseguir seu objetivo, o rei da França, em 1307, apoiou-se na Inquisição da França.
«A acusação era de heresia», segundo a ordem de detenção emitida pelo rei. «Os templários praticavam em segredo ritos pagãos e haviam abandonado a fé cristã.»
Segundo a pesquisadora, «graças a afortunados descobrimentos das atas conservadas no Arquivo Secreto Vaticano, hoje sabemos que a disciplina primitiva do Templo e seu espírito autêntico se haviam corrompido com o passar do tempo, caindo na decadência e deixando aberta a difusão dos maus costumes».
«Mas de nenhum modo se haviam convertido em hereges e o processo foi em definitivo um meio para apropriar-se de seu patrimônio», afirma a autora do artigo.
De fato, a detenção por parte de Felipe o Belo «era um ato totalmente ilegal, pois só o Papa tinha faculdade para investigar sobre uma ordem religiosa da Igreja de Roma, como era precisamente a do Templo», indica.
O Papa Clemente V (Bertrand de Got, 1305-1314) foi submetido à chantagem do rei, que ameaçou começar um cisma caso não suprimisse a ordem.
«O pontífice suprimiu a ordem sem pronunciar uma sentença – declara o jornal vaticano – e no Concílio de Viena de 1312 pediu que se declarasse nas atas que o processo não havia oferecido provas contrárias de heresia contra eles.»
«Sobre a história dos templários ainda há verdadeiramente muito que investigar. E o estudo da espiritualidade desta antiga ordem religiosa dará à cultura contemporânea outros novos motivos de discussão», anuncia a pesquisadora.
Fonte: Zenit, Notícias Cristãs
terça-feira, 19 de agosto de 2008
ACHADOS ARTEFATOS ARQUEOLÓGICOS QUE COMPROVAM A HISTORICIDADE DE MAIS DOIS PERSONAGENS BÍBLICOS
Júbilo impera entre os arqueólogos bíblicos! Mais dois personagens da corte judaica deixaram de ser conhecidos apenas nas páginas das Bíblias ao redor do mundo para se apresentarem a todos através de uma descoberta arqueológica. Essa descoberta é incrivelmente significativa porque reforça o que muitos cristãos têm afirmado ao longo dos séculos: a Bíblia é um documento histórico confiável! Alguém pode questionar: "Qual a importância desse achado para o mundo acadêmico? De que maneira ele favorece a confiabilidade histórica da Bíblia?" Vejamos:
A recente descoberta desenterrou a segunda prova de que o texto de Jeremias 38:1 foi baseado em fatos históricos confiáveis. Esse texto menciona os principais ministros do Rei Zedequias (597-586 a.C), o último rei de Judá: Jucal, filho de Selemias e Gedalias, filho de Pasur.
Esse achado está relacionado com outro artefato desenterrado em 2005 e que também foi causa de muita celebração, pois foi o primeiro que corroborou o texto bíblico de Jeremias 38:1. Na ocasião, foi encontrado o selo de Jucal, filho de Selemias (Yehukal ben Selemyahu).
Desta vez, o selo encontrado foi de Gedalias, filho de Pasur! E tem mais: Os nomes impressos sobre eles estão completos e em perfeitas condições de serem lidos. A informação torna-se mais impressionante, já que estamos falando de documentos de 2600 anos atrás!
As letras da inscrição Gedalyahu ben Pasur (Gedalias, filho de Pasur) estão em hebraico antigo e em perfeito estado de conservação, o que facilitou a tradução das duas linhas. Sendo o hebraico uma língua lida da direita para a esquerda, a primeira letra da primeira linha (l), é a preposição “para, pertencente a”, e as três últimas letras da mesma linha (yhw) é a forma abreviada do nome de Deus (YHWH), pronunciado comumente como “yahu”. Gedalias significa “O Senhor é Grande”. Pena que seu nome não revelou seu caráter, já que no capítulo 38 de Jeremias ele e outros ministros, entre eles Jucal, tentaram matar o profeta lançando-o numa cisterna sem água. Jeremias só não morreu graças aos esforços de um etíope, Ebede Meleque, que o retirou de lá.
A responsável pela descoberta foi a arqueóloga israelense Eilat Mazar, da Universidade Hebraica, de Jerusalém. Seu nome veio à tona quando, em 2005, ela anunciou a descoberta do palácio de Davi, na parte mais baixa de Jerusalém. Nas palavras dela: “Não é muito freqüente que uma descoberta aconteça em que figuras reais do passado agitam a poeira da história e tão vividamente revivem as histórias da Bíblia.”. Todas essas evidências exigem um veredito: A Bíblia é um documento histórico confiável!
Fonte: Arqueologia Bíblica
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Frase do dia:
"Achar que o mundo não tem um criador é o mesmo que afirmar que um dicionário é o resultado de uma explosão numa tipografia."
terça-feira, 29 de julho de 2008
Frase do Dia
"Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima."
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Coisas que a antropologia não vê( ou não quer ver )
Sábado, 12 de Julho de 2008
Lideranças indígenas declaram apoio ao filme que denuncia infanticídio
O Conselho de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas (Conplei) encaminhou ofício à ONG Atini – Voz pela Vida, promotora do filme “Hakani”, apoiando a iniciativa da entidade de mobilizar a opinião pública nacional em torno da questão do infanticídio nas tribos indígenas brasileiras.No documento, as lideranças indígenas destacam a decisão tomada durante congresso realizado em 2005, na cidade de Porto Velho (RO), de ser contra qualquer prática cultural que se choque com o direito à vida.
“No artigo 5º de nosso estatuto, o Conplei tem como base as garantias dos direitos fundamentais da Constituição Federal e também cláusulas da Declaração Universal de Direitos Humanos, onde propomos a resgüardar, defender e pleitear os direitos indígenas junto à sociedade civil e aos poderes públicos constituídos. Esta implícita o direito a vida, tanto de um povo como de cada indivíduo que compõe este grupo. Somente pleiteando os direitos individuais poderemos de fato pleitear os direitos coletivos.”, diz o documento assinado por Henrique Terena, diretor nacional do Conplei, e Luiz Bittencourt, primeiro-secretário do Conselho.
Sobre o filme “Hakani”, cuja divulgação está sendo criticada por alguns antropólogos, as lideranças indígenas afirmam que “esse filme traduz de maneira muito eloqüente o grito dos nossos corações diante destes fatos que concorrem para dizimar nosso povo. A maneira que foi filmada, fala uma linguagem que chama a atenção da sociedade contemporânea. A estratégia usada aproximou bastante da realidade. Mesmo assim, ninguém poderá traduzir toda a dimensão dos corações esmagados de famílias inteiras tendo que sacrificar seus queridos.”
A direção do Conplei contesta as dúvidas lançadas sobre a participação dos indígenas nas cenas do filme. “Não temos dúvida quanto a espontaneidade de cada participante, porque se trata de membros de nosso Conselho, que são idôneos o suficiente para decidir. Aliás, temos certeza que cada um deles tentou expressar ao máximo o gemino que tem estado preso, porque temos companheiros que foram salvos de maneira semelhante a do filme e viram uma oportunidade expressar um pouco do sofrimento da alma indígena. Portanto, nem adultos ou crianças foram exploradas”, ressalta o documento.
O Conplei também destaca a necessidade de se ouvir as lideranças indígenas nas questões relacionadas à política indigenista no Brasil. “Chegou o tempo de sermos ouvidos com a mesma dignidade de um ser humano e brasileiro por inteiro e não apenas meio cidadão. (...) Há entre nós, indígenas bem preparados que podem dialogar de maneira prática e singular em seus argumentos, usando de maneira sábia e inteligente a língua nacional. Morando na aldeia ou na cidade, não deixamos de lado nossas riquezas culturais. Somos capazes de discernir o que é bom ou ruim à vida e à cultura e, com isso, somos responsáveis em assumir nosso destino e escolhas que vão contribuir para o nosso crescimento. Recusamos veementemente de ser meros fantoches (...)”, destaca o ofício.
Por fim, a liderança do Conplei pede que o Estado brasileiro trate o infanticídio indígena de forma ativa, informando e dialogando com a sociedade e as tribos alternativas para a solução desse problema. “Não aceitamos o infanticídio como prática cultural justificável, como também a opinião equivocada de antropólogos e indigenistas inescrupulosos com pretensão de justificar estes atos e assim decidir pelos povos indígenas, colocando em risco o futuro de etnias inteiras. A vida é um direito fundamental de qualquer pessoa na face da terra”, conclui o documento.
Cópias do ofício do Conplei enviado aos diretores da Atini, Edson e Márcia Suzuki, serão encaminhadas à presidência da OAB-Brasil e aos parlamentares do Congresso Nacional envolvidos com a questão indigenista no Brasil.
Paranashop/O Verbo
Pra quem não sabe "Hakani" é um filme desenvolvido por ativistas pró direitos dos índios e também pró direitos humanos, que mostra o quanto as famílias indigenas sofrem quando têm que matar um de seus filhos quando nascem ou defeituoos ou gêmeos ou por outros aspecctos declarados "culturais". Crianças são condenadas à morte por serem portadoras de deficiências físicas ou mentais, por serem gêmeas ou filhas de mãe solteira.
Hakani é o nome da menina que nasceu com hipertiroidismo e, por não ter o desenvolvimento físico esperado pela tribo, foi enterrada viva, mas salva pelo irmão mais velho. Depois de abandonada pela família, a criança foi adotada pelo casal de lingüistas Marcia e Edison Suzuki. A menina, que completa 13 anos na próxima segunda-feira, vive e estuda em Brasília. Com versões em português e em inglês, o filme relata, com pequenas adaptações, a história de Hakani e pode ser assistido no site www.hakani.org, criado para ser a principal peça da campanha contra o infanticídio entre indígenas. A história da pequena índia foi revelada pelo Correio Braziliense no ano passado. Será que vale a pena tanto sofrimento por causa de uma cultura?
